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fevereiro 6, 2018

Social media: KANTAR aponta as tendências para 2018


O que esperar das mídias sociais para este ano? Um estudo mundial realizado pela líder global em inteligência de mídia, a Kantar Media, aponta que a maturidade digital e a consolidação de determinadas tecnologias mostram-se fortes tendências para os próximos meses.

 

Novidades em formatos de conteúdo, campanhas mais contextuais e personalizadas, a evolução da inteligência artificial, realidade alterada e fake news estão entre as previsões.

A instituição acompanha o desenvolvimento desse universo e nos contempla com o estudo “As Tendências das Mídias Sociais para 2018. Separamos os principais insights do estudo:

 

Novas tecnologias oferecem diversas oportunidades para as marcas

Estamos entrando em uma grande revolução tecnológica, porém, as marcas costumam se esquecer de que essa revolução é estritamente ligada à evolução do conteúdo. Realidade aumentada (Augmented Reality, AR), realidade virtual (Virtual Reality, VR) e a internet das coisas (Internet of Things, IoT) não são nada mais que uma ponte, criada pela tecnologia, entre o real e virtual.

Em outras palavras, o conteúdo será o elo entre objetos, pessoas e tecnologia – isso quando não se misturar à própria experiência (virtual). Entretanto, o conteúdo terá que superar novos desafios, dependendo dos canais. A IoT precisará ser convertida em benefícios reais para os consumidores. Por exemplo, um refrigerador conectado pode fazer sugestões de menu com base nos alimentos disponíveis. Para AR, VR ou tecnologias mistas, a ênfase será na experiência, em vez de em como a tecnologia pode ser aplicada aos produtos. Assim, para uma marca de carros, será mais interessante aproveitar os acontecimentos de uma corrida cheia de emoção do que mostrar uma vista em 360° do interior do carro.

 

O crescimento da inteligência artificial

Até pouco tempo, podíamos apenas sonhar com máquinas dotadas de inteligência humana (IA). Agora, a realidade está cada vez mais próxima da fantasia, o que criou uma batalha na indústria da tecnologia em torno da inteligência artificial. Os computadores já fazem cálculos com muito mais velocidade que os seres humanos, e sem erros.

Além disso, a memória dos computadores é altamente confiável e talvez ilimitada. Eles já conseguem até criar, na hora, a playlist perfeita para seu próximo churrasco. Toma essa, cérebro humano!

 

Apostando alto na realidade alterada

Realidade aumentada (AR), realidade virtual (VR) e até mesmo realidade mista (Mixed Reality, MR) são os assuntos do momento – mas ainda estão em nichos, e precisam de uma imagem mais amadurecida.

Sua adoção em massa exige um ponto de virada que ainda não foi alcançado, embora o sucesso do Pokémon GO, em 2016, tenha sido um belo aperitivo para o grande público. Mas as coisas estão indo no caminho certo, com diferentes iniciativas.

 

As redes sociais querem montar sua programação de conteúdo em vídeo

Sabemos da importância do formato de vídeo e do motivo pelo qual ele é importante: ele gera interação, e interação promove engajamento. E ainda que se fale muito sobre vídeo ao vivo, ele não é o objetivo final, mas sim o resultado que essa ação irá gerar.

Players como Facebook, Twitter e Snapchat estão se adaptando a essa nova realidade e buscando desenvolver um novo modelo de programação em vídeo, algo que navegue entre o modelo de TV convencional, o streaming e serviços de vídeo on-demand, como Netflix.

Também fala-se muito na criação de um modelo que seja algo semelhante aos sites Danmaku, ou “metralhadora”, como Acfun e Bilibili, que são muito populares na China e incluem a exibição de comentários em tempo real na tela.

 

A publicidade em mídias sociais está inspirando novas experiências com anúncios

A publicidade digital (principalmente a social) esteve nas manchetes em 2017. Os principais pontos de controvérsia: segurança das marcas, ausência de padrões para a visibilidade de campanhas e falta de transparência na verificação de indicadores de desempenho por terceiros.

A publicidade móvel do Facebook tem novas possibilidades no futuro, principalmente agora que ficou mais difícil obter tráfego social orgânico. O objetivo do algoritmo do feed de notícias do Facebook é priorizar cada vez mais as publicações de amigos em relação às de outras fontes.

Portanto, se alguém curtir a página da sua marca, suas publicações não terão tantas visualizações orgânicas, a não ser que o usuário opte por ver as suas publicações no feed de notícias. Consequentemente, as empresas não terão alternativa que não seja publicar anúncios.

 

Dê um gás à sua marca com o marketing de influenciadores

A China foi pioneira nessa área, com o boom de líderes de opinião importantes (Key Opinion Leaders, KOLs) chineses, que podem ser extremamente influentes. As marcas ainda os usam, tentando aproveitar sua enorme popularidade on-line para aumentar sua visibilidade e gerar vendas.

Hoje em dia, as estrelas das mídias sociais chegam a criar suas próprias marcas de moda. Os fãs podem comprar os produtos diretamente on-line enquanto conversam com a personalidade nas mídias sociais.

 

Outros formatos interativos podem ganhar destaque em 2018

Vamos começar esta tendência falando de como o formato de vídeo (e suas variações, como o vídeo Live 360) é popular. Já se falou tanto disso que o assunto parece até um pouco batido, mas a questão interessante é por que ele é tão popular e o que está por trás disso – em outras palavras, uma visão global.

O modelo de receita de muitas redes sociais é baseado em anúncios. Para vender anúncios, você precisa trazer pessoas à plataforma e fazer com que elas fiquem na lá o máximo possível. E para fazer com que elas fiquem na plataforma, elas precisam estar envolvidas, se divertindo.

Home assistants digitais, como Amazon Echo e Google Home, juntamente com outras ofertas de IoT, como carros inteligentes, estão criando novas possibilidades de áudio para as marcas. Esses formatos de áudio permitem que os anunciantes cheguem ao público em locais onde a conectividade é um problema. Talvez por isso o Facebook tenha lançado o Facebook Live Audio.

Se você acreditava que as mídias sociais seriam o fim da vida privada, pense nisso: de todas as gerações, os indivíduos da Geração Z exprimem o maior desejo de proteger seus perfis de dados pessoais.

 

A geração z luta por privacidade

 

Muitos usam pseudônimos para evitar ser encontrados em pesquisas on-line e até mesmo criam contas “rinsta” (reais) e “finsta” (fake, ou só para conhecidos) no Instagram. Além disso, esses adolescentes tão reservados usam aplicativos como o Vaulty, que permite aos usuários ocultar fotos e vídeos.

Existem também as redes sociais “incógnitas”, como Sarahah, Anonyfish e Minds.com, com as quais os usuários podem se expressar anonimamente. Se ainda há dúvidas quanto à influência da Geração Z e sua busca por privacidade, considere isso: o aplicativo Sarahah chegou ao nº 1 da App Store em 30 países…

 

Fake news – o lado obscuro da web está sob ataque!

 

Fake news (ou notícias falsas) ainda é um assunto quente e as mídias sociais sofreram muito com essa tendência destrutiva. A pesquisa “Trust in News” (confiança nas notícias) da Kantar revelou que as mídias sociais são a fonte de notícias com menor confiança do público, com apenas 33% de aprovação.

Sendo assim, fazer com que o algoritmo do feed possa combater as notícias falsas se tornou uma grande prioridade das gigantes sociais para 2018.

 

Uma convergência de mídias sociais transforma a China em um império

 

A convergência de mídias sociais e experiência do usuário chegou à sua Era de Ouro. De acordo com o relatório “Chinese Social Media Landscape” (O panorama das mídias sociais na China), da Kantar Media, uma série de plataformas chinesas, como Weibo, WeChat e QQ estão aperfeiçoando a união entre comércio social, comércio móvel e “Pan-Entretenimento”.

 

Com mais de 800 milhões de usuários ativos por mês, o WeChat é um dos muitos bons exemplos da presença da internet móvel na China. Por isso, muitas marcas e varejistas estão se conectando com os clientes nos próprios ambientes de aplicativos sociais e deixando de lado os aplicativos móveis para vender diretamente aos consumidores.

 

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