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fevereiro 28, 2018

FAAP e Socialbakers apresentam relatório sobre tendências nas mídias sociais


O estudo #MS360FAAP, do Núcleo de Inovação em Mídia Digital (NiMD) da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) em parceria com a Socialbakers mostra que no período de julho a setembro, os vídeos ganharam força nas redes sociais. Segundo o relatório, as 100 maiores marcas atuantes nas redes sociais tinham, no começo de 2017, cerca de 800 mil seguidores em seus perfis no Instagram, aplicativo voltado justamente à fotos e vídeos. Neste trimestre, o número de seguidores aumentou em 22% para 980 mil. De acordo com o professor Thiago Costa, um dos pesquisadores do NiMD, esse crescimento se deu pela ascensão do Stories, lançado em agosto de 2016, e o uso deles pelas empresas anunciantes.

 

O relatório mais recente – referente ao último trimestre de 2017 – dá conta de que o Facebook é a rede em que as marcas alcançam melhores resultados em volume de fãs. No entanto, é evidente que vem perdendo destaque ao longo dos anos, devido ao crescimento de duas outras plataformas: o Youtube e o Instagram. Veja!

 

Grandes mudanças nesses três anos

Fora três anos de estudos bastante significativos para que os pesquisadores do Núcleo de Inovação em Mídia Digital (NiMD) da FAAP pudessem traçar um panorama do que mudou no período. “As mídias sociais, definitivamente, constituem uma área que merece toda a atenção de qualquer empresa, pois se trata de um meio que ainda causa muito deslumbramento.

 

Além disso, são uma grande oportunidade para a construção de um relacionamento das marcas com seus seguidores”, comenta o professor Eric Messa, coordenador do NiMD.

 

A investida dos vídeos

Outro ponto observado pelo relatório que demonstra a preferência por vídeos é o aumento nos inscritos nos canais das marcas analisadas no YouTube. Houve um aumento de quase 85 mil no início do ano para mais de 110 mil assinantes no trimestre mais recente, aumento de 29%.

 

No YouTube, os números são relevantes. O ano de 2014 terminou com as marcas tendo uma média de 16.598 inscritos em seus canais, número que subiu para 36.315 no ano seguinte. No final de 2016, o número de assinantes praticamente dobrou, alcançando 70.814. O ano passado, por sua vez, terminou com um total de 149.244 inscritos, ou seja, um crescimento de quase 800% em três anos.

 

“O YouTube, trazido aos hábitos do consumidor pelo público mais jovem, que acompanha os influenciadores digitais, passou a ser uma real plataforma de mídia para as marcas, que tiveram que se adaptar a isso e gerar conteúdo em vídeo”, explica o Prof. Thiago. “Foi uma mudança do consumidor para as marcas e não o contrário. O que demonstra o quanto as pessoas estão mais empoderadas nas relações de consumo”.

 

No segmento “Entretenimento”, entre as 100 maiores páginas em números de interações no Facebook, as postagens em vídeo foram crescendo de menos de 10%, entre 2015 e 2016, para representarem cerca de 40% do conteúdo publicado em 2017.

 

O crescimento do Instagram

No início do estudo, o Instagram ainda não oferecia o recurso de postagem de vídeos. Apenas no segundo trimestre de 2015 a rede social passou a oferecer essa opção, o que levou as marcas a aproveitarem a funcionalidade, com bons resultados de interação com o consumidor.

 

A partir disso, as postagens em vídeo tinham média de 999 curtidas e 38 comentários. Enquanto as fotos obtinham média de 1.420 curtidas e 33 comentários. Já no último trimestre de 2017, os vídeos pularam para a média de 2.448 curtidas e 71 comentários. As fotos seguiram um salto de 4.448 curtidas e 67 comentários, em média. Fato que evidencia o amadurecimento expoente do Instagram. Desde de 2014, o Instagram é a rede que mais cresce em público. Em 2017 a média era de 1 milhão de seguidores, o que representa um aumento de mais de 2000%.

 

“Vê-se que houve uma alteração na gestão do conteúdo, estimulada mais uma vez por mudanças no algoritmo do Instagram. Porém, mais importante é observar a popularidade que a plataforma conquistou, o que faz acreditar que, para muitas marcas, o Instagram já é uma plataforma importante para o relacionamento com seus consumidores”, destaca o Prof. Eric Messa.

 

Facebook e as Fake News

Mesmo em tempos de fake news, o segmento das marcas de Mídia e Notícias sempre foi um dos mais curtidos, juntamente com as páginas do tipo “Marcas/ Institucional”.

 

“O interesse pelas páginas de notícias pode ser uma demonstração de como os usuários estão em busca de fontes mais confiáveis, nessa indústria de notícias falsas que inundou as redes sociais”, avalia o Prof. Thiago Costa.

 

Com uma decrescente de 10% nas interações, a média de curtidas, entre as páginas de “Mídia/Notícias” avaliadas, é de 3,7 milhões. Por dia, são cerca de 88 mil interações nestas páginas (likes, comentários e compartilhamentos). Elas acumulavam 10.311.273 interações entre janeiro e março deste ano e hoje contam com 9.274.236, a maior queda entre as páginas dos demais segmentos.

 

O público do Twitter

Com crescimento de quase 75% na média de seguidores das marcas nos últimos três anos,  o Twitter costuma ter uma média de 314 mil seguidores. Número pouco expressivo se comparado ao volume do gigante Facebook.

No caso de perfis de artistas e personalidades, o cenário é outro. No último trimestre de 2017, um perfil no Twitter da categoria “não marcas” tinha em média cerca de 3,7 milhões de seguidores, número semelhante aos dos curtidores de uma página da categoria Mídia/Notícias do Facebook.

Para o Prof. Eric Messa, o Twitter, no sentido de relevância para a interação direta das  marcas com o público, é passarinho que não alçou voo alto. “Ainda assim, acredito que é uma ferramenta importante para acompanhar a imagem da marca, bem como um canal tão eficiente quanto os demais para ações que envolvem influenciadores digitais, por exemplo”.

 

Algumas tendências para as redes sociais

Na tentativa de se adaptar às mudanças do algoritmo do Facebook, as marcas vêm postando mais em suas páginas. A exceção é o segmento “Bens de consumo”, que reduziu o número médio de postagens nos últimos três anos. Esse movimento de mais postagens deve continuar.

 

Na tentativa de adaptar-se às mudanças do algoritmo do Instagram, as marcas vêm postando mais em seus perfis. A maior parte das marcas usa de duas a três hashtags. Pelo bom retorno obtido, essa tática deve continuar sendo usada. Com a presença de novos recursos como o Stories, o Instagram deve ganhar ainda mais relevância para as marcas no Brasil. Os vídeos no YouTube devem continuar com média de 5 minutos de duração. Já a média de visualizações e comentários de cada vídeo deve crescer ao longo de 2018.

 

Formado por diferentes gráficos, o estudo “Mídias Sociais 360º” (#MS360FAAP) nos permite  enxergar o comportamento das marcas – dos setores de Mídias e Notícias, Bens de Consumo, Entretenimento, E-Commerce e Marcas / Institucional – e de seus seguidores.  Você pode encontrar os relatórios disponíveis nesse link: www.faap.br/ms360faap.

 

 

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